Namorar mulher independente

Ser uma mulher independente significa vestir-se da maneira desejada, sem se importar com o que as pessoas a instruam a usar. Use a moda como um modo de expressar seu humor, seu gosto e sua criatividade. Muitas vezes ao longo da história, a escolha do vestuário feminino foi comandada pelas normas sociais e culturais do período. Portanto, antes de namorar uma mulher independente, verifique se ela é realmente a pessoa que você está procurando. 5. Ela é financeiramente independente. Por falar em contas, quando você namora uma mulher independente, prepare-se para dividir a conta. Homem tem medo de mulher independente! Pior ainda: Homem tem medo de mulher que FARRA! ... Falando assim, parece bem fácil ficar e/ou namorar com uma mulher dessas. E é! O problema é que a grande parte dos homens não segura a onda de uma mulher pau-a-pau com eles, aí eles namoram a Sandy. A Sandy é fácil de namorar, ela sai, mas não ... Ser uma mulher independente é não ter medo do caminho que está seguindo, mesmo não sabendo exatamente como ele é. Nada no mundo assusta uma mulher independente. A independência de uma mulher fala mais alto que todos os obstáculos que ela teve até chegar lá. Se você já esteve na cena de namoro há algum tempo, provavelmente conheceu alguns tipos de personalidade. A figura da mulher independente ( fêmea alfa) .... Veja os 7 benefícios de namorar uma mulher independente. 1- Ela sabe como agir quando não está perto de você. Você não terá que se preocupar com carência, porque ela tem uma vida própria. Ela também não irá te forçar a passar um tempo com ela quando quer sair com seus amigos. A mudança comportamental da mulher ainda é uma novidade. Não faz tanto tempo assim que o “normal” era a mulher ficar em casa cuidando da casa e dos filhos, enquanto o homem trabalhava. Apesar de ambos se cansarem e ela ter uma rotina exaustiva, ele era exaltado por trabalhar fora e ela precisava agradá-lo, pois ele trazia dinheiro pra casa. Ela não é contra relacionamento. Ela não odeia os homens. Ela adora namorar. Ela gosta de romance. Ela quer encontrar alguém e compartilhar sua vida com esse alguém. Ela sabe bem como equilibrar isso com outras coisas, a fim de manter-se brilhantemente radiante e feliz. 12. Uma mulher independente não vai jogar com você. Homem tem medo de mulher independente, pior ainda, homem tem medo de mulher de FARRA! Aí o cara, conhece uma menina bonita que bebe e faz farra tanto quanto ele. Se ele não quiser sair, ela sai só com as amigas, não tem tempo ruim, banca suas coisas, se tiver meio sem grana, se diverte como dá. A mulher independente se preocupa com ela, se valoriza, ela está acima de tudo. A mulher independente é moderna, ela saí para beber com as amigas, ela curte um barzinho e pode até ficar com 2 em uma noite, porque ela não liga que digam sobre a sua fama. Ela quer saber de se divertir, de estar bem com ela.

Minha amiga quer ser mais que uma amiga...

2020.08.26 13:37 julx22 Minha amiga quer ser mais que uma amiga...

Gente, bom dia...
Lá vai um texto gigante. Quem não quiser ler, pode ir para o final e pegar o resumão.
Embora muitos vão dizer que isso aqui é reclamar de barriga cheia, isso está me angustiando bastante... Eu tenho uma amiga. Uma BOA amiga com quem eu tenho bastante intimidade. Assistimos filmes grudados, nos abraçamos, trocamos carinho, palavras de conforto, deitamos na mesma cama, etc. E embora eu gostasse de tudo isso por si só, já que não sinto atração sexual nem por ela, nem por ninguém, deixei levar como uma amizade. E assim continuou até pouco tempo atrás.
Tenho percebido diversos sinais de que ela gosta de mim de outro jeito. Rolaram uns flertes aqui e ali, umas caras coradas, uns corações no texto e uns tweets descarados por parte dela que me deixaram todo sem jeito, pois pareciam muito direcionados a mim e sempre ocorriam depois de nossos encontros. Sempre algo do tipo: como certa pessoa me faz feliz e uns posts reclamando da friendzone. Muitos rapazes vão achar graça que sou um homem dando friendzone numa mulher, mas devo advertí-los que isso é algo bastante chato de se fazer e que me causa bastante angústia.
Meus amigos me recomendaram que eu me declarasse para ela, pedindo ela finalmente em namoro. Sim, o que eles dizem faz sentido: eu gosto dela, conheço ela, sei que ela gosta de mim e tenho quase certeza do 'sim'. Mas a questão é: se me sinto completamente satisfeito nessa amizade do jeito que ela está, por que é que eu arriscaria um namoro? Em time vencedor não se mexe! A resposta deles foi a seguinte: "Se ela não te tornar seu namorado, tornará outro cara. E nisso sua linda amizade vai desmoronar rapidamente.". Novamente concordo com a afirmação deles. Mas será que eu me declarar apenas por medo é uma resposta adequada? Não por amor, mas por medo de perder a pessoa!
Eles me dizem que um namoro seria mais interessante que uma amizade, mas eu discordo. Como amigos, somos próximos por escolha. Todos os dias que decidimos ficar juntos, é uma escolha consciente, não motivada por qualquer ator externo, fato social que nos indica que, já que somos namorados, TEMOS que ficar juntos aos fins de semana e TEMOS que nos mandar bom-dia e boa-noite, e TEMOS que sair pra comer alguma coisa de vez em quando, e TEMOS que fazer isso, aquilo e aquilo outro.
Nossa relação iria mudar muito, e para pior. Quando saíamos para comer, ninguém esperava que eu fosse lá buscar ela, que pagasse pela comida de ambos e que a levasse de volta à sua casa. Éramos apenas amigos! Por que é que eu assumiria essa responsabilidade? E por que eu? Estamos em pleno 2020, por que é que sou eu quem tenho que pagar a conta e dirigir? Embora alguns (algumas) de vocês digam que nem toda mulher faz questão disso, é claro que serei comparado com os ex-namorados dela. Sim, a grande maioria foi tóxica e ciumenta, mas eram cavalheiros e faziam tudo o que eu disse acima, de acordo com as expectativas da sociedade. Se eu falhar nisso, serei necessariamente julgado pela família dela, e no pior dos casos, por ela mesma. "Será que não valho o preço do lanche que como? Que minha companhia não vale o preço da corrida de uber?". Meu amor, é claro que vale! Mas e a minha? Se eu o fizesse tudo, me pareceria que só eu aprecio esta relação e nossos encontros, o que seria péssimo para a manutenção deste nosso relacionamento...
Estou bastante angustiado com essa situação. Estou entre a cruz e a espada. Vou resumir em situações:
1- Não me declaro. Continuamos como bons amigos por anos e anos, com esta relação não sendo afetada por namoros.
2- Não me declaro. Em pouco tempo ela arruma um namorado e me joga para escanteio, o que me chatearia bastante.
3- Me declaro. Aparentemente eu me enganei nos sinais que recebi, e ela não deseja nada mais que uma amizade platônica. Isso não afeta nossa amizade.
4- Me declaro. Aparentemente eu me enganei nos sinais que recebi, e ela não deseja nada mais que uma amizade platônica. Isso abala nossa amizade. Torna as coisas estranhas.
5- Me declaro. Começamos a namorar. As expectativas sociais perante ambos de nós e o pacto de exclusividade acaba nos tornando ciumentos e ranzinzas, o que destruirá nossa relação bastante rapidamente.
  1. Me declaro. Começamos a namorar. Sendo ela uma moça fora da caixa, ela de jeito nenhum espera de mim os papeis de gênero impostos ao homem e nosso namoro segue um curso tranquilo.
  2. Independente de como nosso namoro flui, descubro que me declarei erroneamente, pois não sentia nada além de medo de perdê-la, sem amor algum.
Resumão:
Tem uma menina que gosta de mim, mas eu não sei se estou disposto a começar a namorar com ela, pois acho que isto poderia estragar a amizade linda que a gente já tem. De certo modo podemos dizer que quero apenas continuar nesta amizade meio flertante e super íntima indefinidamente, embora saiba que isso é improvável de durar muito. Não estava a fim de ter um relacionamento padrão com ela, mas tenho medo de perdê-la para algum concorrente. E agora?
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2020.07.25 19:32 JonaPickles "A Descoberta e a identificação"

Oi luba, editores, turma, gatos, e possível convidado olline, hoje vou contar um história de identificação que realmente me mudou muito de uns anos para cá.
"A Descoberta e a identificação"
Bem, como q história é de indentificaçã sexual, de início é bom que tenham em mente que minha família não é homofobia nem nada, mas tende a não entender os conceitos da divercidade de identificações e orientações (por não estarem em total contato com assuntos assim), todos da minha família são heteros (pelo menos os que eu conheço) menos eu. E eu não vejo necessidade em assumir o que eu realmente sou porque, não acho que eu realmente preciso falar que não me interesso nem por homens, nem por mulheres, nem por ninguém. Mas mesmo não falando nada preparo respostas a quem me perguntar. Desde início eu achava que era uma pessoa heterosexual. Com 6-7 anos eu perdi o BV com uma menina. Eu achei que iria namorar com uma menina algum dia, ou quem sabe se casar. Porém, eu sempre tive dúvidas sobre minha sexualidade. Por sofrer preconceito em ser o nerd da sala, por deixar meu quarto mais organizado que meus próprios pais, por estar sempre conversando com meninas, por nunca falar de sexo, sempre fui taxado como gay. E eu era/sou uma pessoa super family freiends, pra mim quando me chamavam de gay, eu achava que era um elogio, mas mal sabia que era desrespeito comigo. Eu nunca falei palavrão nem nada obceno, e não gostava de pessoas que falavam assim ( bem, hoje eu assisto luba então eu mudei). E eu não entendia o que realmente é ser um homem hétero, não sabia que deveria ter interesses sexuais nas mulheres, até porque eu odiava esses tipos de assuntos. Mas foi aí que com uns 11 anos eu me "apaixonei" por um melhor amigo (depois eu explico o porquê das ""). Eu realmente gostava muito dele, mas pensei que seria errado ter um comportamento gay então me senti na necessidade de mudar ou entã falar o que eu sou. Por uns 2 anos eu senti muita "paixão" por ele e sofri por quase tudo o que um gay no armário sofre na sociedade. Eu tive medo de mostrar a minha verdadeira identidade. Eu comecei a me sentir mal pela minha decisão e por meu "gosto". Com dúvidas sobre mim, comecei a assistir vídeos de gays assumidos tipo luba , Jean , para realmente entender oq realmente sou ( uma ótima guia inclusive kkkk) e mais ou menos nesse tempo eu passei a realmente a ter uma "aulinha sexual" nos vídeos . De início me culpei por ver esse tipo de video, mas foi aí que eu entendi que ser gay de verdade é ter interesses sexuais, interesses homoafetivos, sentimentos totalmente ao contrário que eu tinha com esse melhor amigo. Na verdade, o que eu sentia e sinto por esse melhor amigo é o conforto em dizer coisas pessoais. Por ajudar ele com alguns problemas pessoais dele, eu me senti como um irmão. Eu sempre via a histórias, sempre via os comportamentos do luba, Jean, tudo, e ficava confuso com tudo porque eu achava que era um "gay diferente". Eu passei a me odiar por sempre ter me rotulado com algo que eu realmente não sou, e me senti traído por todos que diziam o que eu era. Entrei numa fase triste. Mas o que me fez me sentir bem foi ler o livro" amar ou depender" de Walter riso. Uma vês o luba disse que era bom então, resolvi ler e meu Deus, que livro top. Consegui ser independente emocionalmente, visto que eu vivia grudado com meu melhor amigo e que necessitava de ajuda dele. Eu sempre investi energia para ajudar ele emocionalmente mas não tinha troca. Embora doce, por ter problemas e traumas de infância, ele não sabão direito o que é empatia. E tipo, com todo esse desenvolvimento, eu deveria ressaltar que eu fui uma pessoa sozinha na escola, eram poucos que eu conversava, não tinha com quem me abrir. E também, eu infelizmente nunca contei nada aos meus pais, isso era algo que mais me preocupava diante de tudo isso. Eu sabia que eles iam me aceitar, mais sla. Porém até certo ponto foi bom pra mim não ter dito nada a ninguém porque, eu não sou o que eu sempre queria dizer. Hoje eu sou assexual, descobri que eu realmente não sinto interesse sexual ou afetivo por nenhum dos sexos possíveis, e que devo agora seguir em frente independente de tudo. Se eu tivesse dito coisas que eu não sou em pouco tempo, sem construção de opinião, iria dar ruim pra mim. Por exemplo, por mais que eu me sentia confortável foi bom não ter dito nada a esse meu amigo. Ele tinha pontos homofóbicos, o que foi quebrado com o tempo de amizade que temos hoje. Eu prezo muito nossa amizade, e acredito que dá pra mudar as opiniões das pessoas das pessoas na amizade ( sem manipulação, claro) e se construir. Mas pelo menos pra mim, eu acho que vale a pensa esperar mais um pouco para confirmar minha sexualidade. Por ser jovem (16 anos) , e estar em desenvolvimento sexual, pode ser que algo mude, que no final de tudo tenho enterrese sexual sim. Não faço isso por medo da sociedade me atacar, mas talvez para mim realmente é bom esperar. Então a dica que eu dou pra você jovem que tende a ter traços homossexuais, espere um pouco, e quando você for independente assuma em paz ( ou então, nem assuma, direito seu ), pois eu realmente sofri quando achei que era hétero e quando pensei que era homem sexual. Mas independente de tudo, seja feliz do jeito que você é pois você que sofre por ser diferente, com certeza irá dar volta por cima algum dia e com essa história vai ajudar outras pessoas nesse mundo que sofrem com esse tipo de problema, . Me senti na necessidade de dizer algo no reddit pra ajudar alguém que sofra. Estou muito feliz porque a turma feira voltou :) .Como sempre um beijo para quem quiser <3.
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2020.07.09 00:18 MellowKween As pessoas mudam, mas fica quem quer. A história de uma amizade entre um homem e uma mulher.

Esse será um desabafo longo...
Conheci meu melhor amigo 'Tom' com 15 anos de idade. Morávamos no subúrbio e éramos apenas colegas de classe na época. Um certo dia nós dois estávamos num role dos amigos e eu e Tom começamos a conversar. Nós éramos muito parecidos e entramos numa sintonia absurda. Tom sempre foi um cara super extrovertido, engraçado e inteligente. Sabe aquela pessoa que conquista qualquer um? Esse era Tom. Naquela época, ambos eram apaixonadinhos por outras pessoas da sala, nossa amizade era pura e platônica. Tom era louco por Clara e eu pegava um outro carinha. Clara era da nossa turma, mas também era a mina mais gata do colégio. Esse era o tipo de garota que o Tom curtia: aquelas que todos cobiçam. Clara curtia ele, mas sempre brincou com seus sentimentos.
Tom e eu seguimos fortalecendo nossa amizade. Meu pai havia falecido e eu passei por uma depressão forte. Tom chegou a salvar minha vida algumas vezes... devo muito a ele. Eu morei fora um tempo e falava com ele pelo menos uma vez por semana. Ele sempre esteve lá pra mim e eu para ele, ouvindo as cagadas da Clara... Quando voltei para o Brasil, minha família havia mudado para SP, onde comecei a faculdade. Tom, assim como nossos amigos de colégio, ainda morava no subúrbio, mas ele vivia no meu apê. Esse era nosso nível de amizade, ele dormia na minha casa quando estava em SP e eu dormia na casa dele quando estava no nosso antigo bairro. Eu fiz muitas amizades na facul, e naturalmente, todos ficaram muito próximos de Tom também. Amizades que hoje são tão importantes pra ele quanto pra mim.
Passamos pelo primeiro perrengue de amizade nessa fase... eu fui crescendo e me encaixando no meu corpo... estava no meu melhor durante a facul. Me tornei uma mulher, já estagiava e vivia minha própria vida. Tom, por outro lado, estagnou... Tom nunca precisou se provar pra nada, ele sempre foi inteligente e carismático, acho que isso o deixou cair no conforto. Sua família é incrível e ele nunca precisou de nada. Ele tinha um problema nas costas que dificultava fazer esportes e ele se deixou crescer. Eu nunca me importei com a aparência de Tom pq sua personalidade sempre foi muito mais interessante. Eu poderia ficar conversando com ele por séculos, rindo e aprendendo... Já pensei muitas vezes em ter um relacionamento com Tom, mas infelizmente, ele demorou muito para amadurecer. Eu me tornei uma mulher quase independente e não conseguia me ver com um homem que se comportava como adolescente. Se há algo que eu nunca quis ser é mãe/babá de macho. Nunca consegui sentir atração por Tom por conta desse atraso emocional. Mas nada pôde impedi-lo de se apaixonar por mim naquela época. Ah mas era fácil de mais pra ele... Vocês entendem como pra mim isso é ofensivo? Eu nunca fui a Clara. Nem mesmo no meu melhor, nunca fui a mina mais linda do role. Ele só foi me curtir quando eu estava bem e ele mal... enfim, nós nunca nos separamos ou nos afastamos, ele nunca se declarou, só vinha com aquele papo 'se os dois estiverem solteiros em 30 anos a gente casa' mas falava pra nossas amigas em comum. Eu sempre frequentei a casa de Tom, sou muito próxima da família dele e sei que eles também torciam que um dia a gente ficasse juntos, mas sempre fomos incompatíveis romanticamente...
Nesse meio tempo, a família do Tom também veio para SP. Estávamos com 24 anos. Nós vivíamos juntos, eu já trabalhava e morava sozinha e ele vivia no meu apê. Tom estava procurando emprego e ainda morava com os pais. No meu trampo conheci "Jack", um homão da porra. Por um milagre, Clara apareceu de novo também e, obviamente, Tom nem pensou duas vezes antes de correr atrás dela. Nossa amizade era pura novamente. Eu e Jack viramos um casal, mas Tom e Clara não foram pra frente. Com 26 anos, nossas vidas mudavam... nossos amigos de infância casavam e tinham filhos e eu estava morando com Jack. Tom estava sempre na nossa casa. Ele ficou muito amigo do Jack, inclusive. Éramos tão próximos, nós três, que Tom dormia no nosso apê depois de noites de papo e jogos. Passamos reveillons e carnavais juntos, as vezes com a galera toda, as vezes só nós três. Eu queria muito que Tom arranjasse uma namorada, queria ver ele amadurecer, crescer e fazer vários roles de casal juntos.. era meu sonho.
Tom mudou de curso na facul depois de 2 anos pra fazer o mesmo que eu, mas em outra instituição. Tentei arranjar vários trampos pra ele na área, mas depois de se formar ele logo mudou de foco e quis entrar em outro mercado. Eu sempre fiz de tudo pra ajuda-lo a crescer e consegui arranjar um trampo pra ele na área que ele queria. Foi nesse trampo que ele conheceu "Paula". Paula é muito diferente dos nossos amigos, mas é uma mulher forte e inteligente, gostei dela de primeira. Mas Paula era um pouco mais velha e tinha outras prioridades... logo que eles começaram a namorar, Tom sumiu. Não nos chamava mais pra nada e quase sempre rejeitava nossos convites... aquele sonho que eu tinha de fazer roles de casal foi indo por água abaixo. Paula não curte quase nada do que a gente (nosso grupo de amigos próximos) curte, acho que Tom foi se afastando pq sabia que Paula não se sentia confortável no nosso role - não por conta do tratamento com ela, que sempre foi inclusivo, afinal todos amam muito Tom e queriam conhecer e agregar Paula, mas por motivos de hábitos mesmo. Nossos amigos (inclusive Tom) fumam (cigarros e outras coisas..) e Paula é alérgica a fumaça. Paula nunca tentou se aproximar da gente, não de verdade. No começo ela se fazia de próxima, mas era mais pra ganhar nossa aprovação do que pra realmente nos conhecer. Eles namoraram por 1 ano - tempo que mal vimos Tom - até que um dia anunciaram um noivado. Esse foi o relacionamento mais sério que Tom teve na vida. Eles ainda moravam com os pais. Eu achei muito estranho. Obviamente quero ver Tom feliz, mas fiquei preocupada, não sabia se ele já estava apto para casar sem pelo menos morar sozinho antes. Ele não sabia fazer tarefas básicas, tá ligado? Enfim, isso é um problema que eu tenho, mas que Paula pode não ter, então quem sou eu pra interferir. Eles se casaram no meio da pandemia. Eu queria estar presente para Tom num dia tão importante e falei com a irmã dele para armar uma surpresa no dia (eles iam no cartório de manhã e teriam um almoço só com a família próxima depois). O plano era juntar os amigos mais próximos do casal (pra vcs terem noção, eu não conheço uma única amiga da Paula, tive que achar as mina no instagram) e fazer um zoom surpresa na hora do almoço, quando eles cortariam o bolo e diriam os votos. Mas Paula teve a mesma ideia e quis chamar amigos pra participarem no dia... nossa surpresa estava em perigo, mas tudo bem. Ela fez um convite "Para os melhores amigos" participarem. Nenhum amigo do Tom foi convidado. Paula nem se importou pelo jeito... Quando eu entendi que eles estavam convidando pessoas e não me chamaram, eu desabei. A irmã do Tom me falou que ele deve ter esquecido e que nós continuaríamos com a surpresa (ela e a família tb não queriam que não houvesse um único amigo dele no dia. Gente, Tom era quase prefeito, cara super popular, não fazia sentido...). No dia anterior do casamento, eu liguei pro Tom pra dar parabéns, pra desejar felicidades, etc. Meio que dando uma última oportunidade pra ele me convidar. Nada, desconversou. Eu e Jack aparecemos no zoom, mas foi por obrigação. Nunca imaginei que seria assim o casamento de Tom. Ele ficou tão emocionado com a surpresa, me agradeceu e tal, mas não fazia mais diferença. Tom virou outra pessoa, não somos mais amigos como fomos por quase 20 anos. Grudados. Fiz tudo que pude por ele, sempre o mantive por perto, nunca imaginei que ele tinha tão pouco apresso pela nossa relação.
Está sendo difícil desapegar de Tom... sua família e os amigos estão um pouco preocupados com a falta de interesse dele em pessoas que sempre foram muito presentes. Já me pediram pra tentar falar com ele e entender o que está acontecendo. Paula sempre muito rígida, não deixa as conversas saírem do seu domínio. Mas sinceramente, não quero intervir. Tom tem as obrigações dele, as responsabilidades dele, não vou mais ser ferramenta de nada pra ele. Paula não controla o que ele fala ou o com quem ele se relaciona, ela não é essa pessoa, ele escolheu se comportar dessa maneira. Ele precisa crescer e casamento não é sinônimo de amadurecimento. Tentando correr atrás de um tempo perdido, Tom se atropelou. Se ele não quer minha ajuda, não vou forçar. Só na frozen, Let it go.
Eu conheci "Sara" quando tínhamos 5 anos. Sara era quase uma irmã pra mim, viva com minha família por anos. Estudamos juntas nossas vidas inteiras, mas nos afastamos bastante por muito tempo. Quase não nos falávamos mais. 3 anos atrás ela casou e me chamou pra ser madrinha. A gente quase não se falava e ela me chamou pra ser parte da cerimônia, convidada de honra. Na mesma semana que Tom não me chamou pro casamento dele, Sara me ligou dizendo que estava grávida e que eu seria 'titia'. Anos separadas não abalou nossa relação. Por isso meus amigos, eu repito, as pessoas mudam, mas quem quer, fica.
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2020.06.03 23:49 mickscotts VOU MORRER SOZINHO. ALON

Eai Luba, editores e turma!
A minha história é sobre coração partido :c
Bem, eu conheci a "carls" há, mais ou menos, uns dois anos e meio. Trabalhamos juntos em um bar aqui na cidade, eu fazia os drinks e ela era garçonete. Ela não ia muito com a minha cara pq me achava folgado, só pq eu fugia na hora de lavar os banheiros(é eu era folgado msm kkk) e também sempre achou que eu fosse um daqueles caras que sai com todo mundo e só ilude geral, mas eu estava muito afim dela, achava ela uma mulher independente, bonita, estilosa e inteligente.
O tempo foi passando e ela sempre me cortava, até cheguei a sair com uma colega dela pra tentar despertar alguma reação nela, e eu consegui! Ela reagiu dizendo "nossa, vcs dois combinam"(desgrama!).
Acabei parando de trabalhar no bar e entrei numa empresa, já havia se passado um ano desde o tempo que trabalhei com ela, até q começamos a conversar pelo instagram. Fiquei feliz, mas dessa vez eu não criei muita expectativa pq eu já tinha me magoado da última vez, e por mais que ela me achasse do tipo babaca que ficava com todo mundo, eu sabia que se ela ficasse sozinha comigo UMA VEZ, ia perceber que eu não era assim. PS: eu era solteiro, então aproveitava pra curtir a vida, mas, pô, isso não significa que eu seja babaca...só tava aproveitando a vida de solteiro.
Bem, surgiu um evento na cidade, um encontro de Moto Clube. Eu a convidei pra ir comigo. Ela topou! *AEE CARAIII* Por dentro eu estava assim, mas minha razão deu um tapa na minha cara e pediu pra não criar expectativas.
O dia do evento chegou, fui busca-la e antes de ir para o evento paramos no bar no qual já havíamos trabalhado pra tomarmos umas bebidas. Ela bebeu um pouco mais do que aguentava, enquanto eu me controlei pq estava dirigindo. Fomos para o evento, ficamos curtindo um pouco até q ELA chegou em mim e disse que estava afim de me beijar. Por dentro eu estava estourando Champagne e cantando WE ARE THE CHAMPIONSSS, mas por fora eu só fiquei com um sorriso tonto na cara.
Demos um perdido no pessoal q estava com a gente e fomos num lugar mais calmo pra nos beijarmos e conversarmos. Ficamos lá por um tempo e depois voltamos, mas alguns minutos depois ela dormiu encostada no meu ombro(bebida fez efeito, né). Chamei ela e perguntei se queria ir embora, ela concordou e fomos para minha casa. Chegando lá, ela deitou na minha cama e capotou kkkk eu deitei um pouco longe e dormi tb (detesto caras que se aproveitam de mulheres enquanto estão bêbadas). Algumas horas depois ela acorda e me acorda tb, e fala "nossa, vc dormiu com a mesma roupa q estava no role?" eu concordei e falei que não queria q ela achasse que eu fosse do tipo que me aproveito dessas situações. Após esse momento ela percebeu que eu não era como ela imaginava antigamente...ficamos juntos aquela noite e desde aquele dia estávamos sempre juntos, e ela sempre vinha dormir em casa. Inclusive foi ela que me apresentou o LubaTv e agora não perco nenhum vídeo. kkkkk
Algum tempo depois tivemos nossa primeira "discussão" pois ela queria namorar mas eu não me sentia preparado, pq sempre foquei mt em conquistar minha liberdade financeira e deixava o amor em segundo plano. Porém um tempo depois eu a pedi em namoro pois sabia que iria perde-la caso eu não tomasse alguma atitude.
O tempo passou e eu aprendi como é bom ter alguém que te ama de verdade e está sempre te elogiando e sendo carinhosa, mas eu nunca fui mt de expressar meus sentimentos, pois cresci numa família que tb é assim(por mais q eu seja o pior entre eles). Com o tempo ela foi ficando triste por não receber todo aquele carinho de volta, por não ouvir muitas palavras fofas vindas de mim. Por mais que essas palavras sempre estiveram dentro de mim, eu nunca falava.
Há poucas semanas ela terminou o namoro, mesmo afirmando que me ama e eu tb dizendo que a amo, mas q ela não acredita que eu possa mudar e me tornar mais carinhoso de um dia para o outro, até pq ela já me disse várias vezes que sentia falta disso, e eu nunca havia mudado. Desde então eu venho tentando me expressar mais e me tornar uma pessoa mais aberta.
OBS: Essa não é a história completa pq se não ficaria muuito extenso, mais do q ja está.
Talvez ela leia essa história aqui e fique brava comigo, mas como já diz o ditado "O que é um peido pra quem ta cagado" né kkkkkkkkkkkk
BEM TURMA, a história não é engraçada e tal, mas quis relatar aqui kkkkk e lembrem-se: Não deixe para amanhã o que pode ser dito hoje.
*ALON*
<3
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2020.04.18 14:01 Feeling-Industry Ela me enganou?

Um pouco longo---

A namorada de um amigo de infancia me apresentou a prima dela em junho de 2019.
Se mostrou uma mulher maravilhosa, desprendida do mundo e quase independente de tudo e todos>>> me apaixonei no primeiro dia que saímos.
Até hoje sou 200% apaixonado por ela, romantico e faço tudo dentro do meu alcance.
Ela me pediu em namoro em outubro (o que me surpreendeu pq não achei que ela tava no mesmo ritmo que eu) e até então eu tava no país das maravilhas.
Ou seja, ficamos 2/3 meses antes de começar a namorar.

Acontece que um dia ela pegou meu celular e viu minha barra de notificações e perguntou se eu tinha mais de um instagram e eu disse que sim. Abri pra ela ver, pq era um fake meu que usava antigamente, ai ela foi fuçar e abriu as conversas.
Tinha conversa nesse meu fake com uma menina que conheço na vida real (a menina não sabia que era eu) no qual eu perguntava sobre como era o relacionamento dela que é polyamorous, pois não consigo entender como funciona um negócio desses, já que sempre namorei a 2.
Quando a minha mina viu isso, ela ficou puta. Achou que eu tava de caso ou querendo comer outra pessoa, que homem é tudo igual, dizia que achava um absurdo eu ser todo romantico de amores com ela e falar com outras meninas sobre sexo. Me expulsou da casa dela com todo ódio de hades.
Só que quando cheguei em casa, mandei um print pra ela dessa conversa, mostrando a data. Era de 2018. Beeeem antes dela surgir na minha vida. E ela ficou sem graça pra caralho... e depois ficou tudo bem.

Acontece que 2 semanas depois ela começou a reclamar de muita ardência pra fazer xixie a gente não conseguia transar por causa disso tb, ficava desconfortável pra ela, e ela foi até a ginecologista pedir exames e deu que ela estava com CLAMÍDIA.

Fui pesquisar sobre e o período de incubação da clamídia é de menos de um mês.
Eu sempre faço exame depois de ficar com uma garota e nunca tive NADA e fiquei preocupado de ter contraído de alguma forma e passado pra ela. Tanto que mandei mensagem pra menina que fiquei antes dela (começo de 2019) falando pra ela fazer exames (assim poderia saber se ela tb tinha).
Os meus exames deram negativo, mas tomei o remedio e o da menina também deram negativo...

Nisso fiquei extremamente pensativo: Será que a minha namorada ficou com outro cara nessa nossa fase de "ficada de 2/3 meses"? Eu perguntei pra ela se ela ficava com alguém enquanto saíamos e conversávamos e ela dizia que não, que não lembrava da ultima vez q saiu com um cara e até ficava brava por eu ter que perguntar isso... Mas cara... se a incubação da clamidia é tão curta e ela teve isso logo após começarmos a namorar ficou claro que ela ficou com alguém, certo?

O que me deixa mais chateado é ela ter ficado puta da vida com uma conversa que tive antes dela e ela achar que eu a traía enquanto ficávamos, mas omitiu/mentiu pra mim dizendo que não ficou com ng enquanto ficava comigo.

É isso... Fico em dúvidas se agora que namoramos a 6 meses vale a pena voltar nesse assunto.
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2019.09.23 16:34 thetaicy A Sogra e o Incesto Emocional

Até procurei, mas não encontrei nenhum desabafo por aqui a respeito para que eu pudesse colher alguns conselhos sobre como lidar com toda essa situação. Casei com meu melhor amigo a 1 ano e 6 meses e desde então nossa amizade e todo o nosso relacionamento tem se deteriorado dia após dia, por um motivo "a mãe dele", nossa amizade tem cerca de 12 anos, quando eramos apenas amigos, nunca tivemos muito contato com os pais um do outro, mas ai rolou um lance, começamos a namorar e começamos a ter mais a presença da família em nosso relacionamento.
A princípio, achei a mãe dele uma mulher muito na dela, calada, mal puxava assunto comigo, mas respeitava, achava que era apenas o "jeito dela", sempre achei estranho ela nunca me convidar para visitar, almoçar ou qualquer coisa.
Em resumo, nos casamos, fomos morar numa casa que meu esposo havia construído por insistência do pai no terreno de trás da casa da minha sogra. Quero deixar claro que não foi nossa decisão construir lá, ele já construía lá antes mesmo da gente se conhecer, sempre quis ter independência, um cantinho para chamar de seu, mas por ser muito caro os lotes na região e já esta acostumado a morar praticamente no centro da cidade, acabou cedendo ao pai e construindo no terreno dos fundos, quando ficamos noivo, só tive que ajudar com os acabamentos e mobilhei a casa toda.
Sempre conversei muito abertamente com ele, sobre como seria morar lá, se os pais iriam se intrometer (ouvimos várias histórias por ai né) e ele sempre disse que não, que os pais eram muito tranquilos e acreditei, até porque quase não trocavam um "a" comigo, mas, desde que casei a convivência próxima tem minado nosso relacionamento, a mãe dele começou a se manifestar logo em nossa lua de mel, estávamos de viagem e ela ligava para ele TODOS OS DIAS, até que um dia ele colocou no viva voz para atender, pois estava no banho e ouvi a conversa, ela exigia que ele voltasse logo, pois o pai dele havia ido para uma casa que eles tem em outra cidade e o irmão também, mas ela não gosta de lá e não foi e estava sozinha e ele "sabia que ela odeia ficar sozinha, então ele deveria voltar logo para ficar com ela".
Veja amigos, a minha sogra não é nenhuma idosa, ela tem apenas 50 anos de idade, sempre teve uma condição de vida boa, estudou em escolhas particulares, tem faculdade, trabalha por conta própria, teria tudo para ser uma mulher independente, só que não, a partir desse dia comecei a enxergar vários comportamentos estranhos nela. Voltamos da lua de mel e ela exigia que ele fosse todos os dias tomar o café da tarde com ela, exigia que ele a levasse e a buscasse dos lugares, ele praticamente exercia todo o papel que o pai dele deveria exercer na vida dessa senhora, ouvindo-a, consolando-a e estando lá o tempo todo, enquanto eu ficava em casa sozinha, parecendo que estava dividindo o apê com um coleguinha de faculdade, no lugar de estar em um casamento.
Então tivemos a nossa primeira briga, e eu expus o quanto aquilo estava me fazendo mal, eu me sentia abandonada, nos mal saíamos, mas ele passeava com a mãe todas as tardes (ele chega antes de mim do trabalho), quando eu chegava do trabalho, ele ainda não havia retornado, quando conversei e expus meu lado, ele pareceu entender e concordou que a mãe dele o sobrecarregava, e que ela fazia isso desde que ele era criança, pois em um período o pai dele morou fora a trabalho, então ele teve que tomar a responsabilidade como "homem da casa" e mesmo quando o pai dele retornou, a mãe dele continuou colocando ele nesse papel de provedor (no inicio do casamento ele queria bancar as contas da casa dos pais, que são saudáveis e trabalham) e exigia dele responsabilidades de um marido, fui conhecendo um lado dele do qual ele nunca me expôs, mesmo com a nossa amizade, um lado obscuro cheio de chantagens, e abusos psicologicos pela parte dela. Tivemos vários problemas sexuais no inicio por conta desses abusos, nossa vida sexual antes de casarmos era otima, a partir do momento que fomos morar lá, ele simplesmente "não conseguia" (a mãe dele é aquelas beatas de igreja, desde criança fez terror psicologico que se ele tocasse alguma menina ou se masturbasse iria para o inferno e esse tipo de coisa), ele dizia que sentia como se a mãe dele tivesse observando ele o tempo todo, como se ela fosse chamar naquele momento, como se fazer aquilo ali fosse muito errado.
Com o tempo e muita conversa essa parte melhorou consideravelmente, mas nunca nos recuperamos 100%, hoje ele já consegue impor alguns limites a mãe, mas que ainda faz jogos psicológicos, e quando ele não vai lá, ela fica gritando em frente a nossa casa sem parar (já contei 12x em um dia), eu sei que o melhor para nós seriamos sairmos de lá, só que isso ele ainda não concorda, ainda acha que tem o dever moral de ficar para cuidar dos pais na velhice, só que essa proximidade toda tem me deixado extremamente doente, desenvolvi Ansiedade Generalizada e Depressão, hoje estou a base de antidepressivo, nossa amizade nunca mais foi a mesma, sinto como se ela, tivesse roubado toda nossa alegria do inicio do casamento, tivesse roubado nossa lua de mel, tivesse roubado uma parte considerável das nossas vidas e eu não sei mais o que fazer para ajuda-lo, pois sei que esta sofrendo com isso tanto quanto eu.
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.07.02 01:07 QuaseUmTexugo Eu genuinamente não sei como seguir em frente

Boa noite, internet. Venho através desta desabafar. Esse é o objetivo do subreddit, não é mesmo?

Há alguns poucos meses o meu relacionamento acabou - não por escolha minha. Eu namorei essa moça maravilhosa durante muitos anos - quase uma década da minha vida! - e fui muito feliz ao lado dela. Eu posso afirmar que amei profundamente ela e queria dizer que não me arrependo de nada do que eu fiz, mas todo ser humano erra. Faz parte. Foram anos perfeitos? Não. A gente teve brigas e atritos. Mas eu posso dizer que tive do lado de alguém e que o amor que a gente compartilhava era algo muito profundo e sublime. Mas no fim das contas acabou. Não acho que o término tenha sido por nada que eu fiz, apesar de ter tentado me culpar no começo: ela disse que não me amava mais, apesar de gostar muito de mim. Tá tudo bem.

O que mais me dói foram as circunstâncias do término. A gente estava sem se ver há meses pois ela estava fora do país em um intercâmbio, o qual eu burramente apoiei. Eu fui visitá-la no fim do ano e antes de ir eu hesitei - a gente não tava legal. Eu esperava passar semanas com uma pessoa que não me amava mais e ao chegar no aeroporto, dois amigos se recepcionaram. Apesar disso, 24h depois a gente estava ótimo. Vivi quase um mês viajando com ela e eu tenho certeza que o amor partia dos dois.

No entanto, meses depois a gente teve desintendimentos. Ela estava distante e eu também. Não sei se eu poderia ter feito algo a mais. Eu senti que o término ia vir e veio. Eu tentei conversar e utilizar a distância como argumento - a gente passou pelo mesmo em dezembro! - mesmo assim ela não quis conversa. Cansou. Desistiu. Seguiu em frente, me bloqueou onde pode, cortou contato e agora vive a vida dela. Direito dela, é claro. Ela seguiu em frente. A essa altura do campeonato, duvido que ela pense em mim. Eu prefiro assim, pra ser sincero: eu espero muito que ela não tenha sofrido.

Eu no entanto me sinto jogado no lixo. Nunca tive a melhor auto-estima do planeta e perder uma pessoa tão importante despedaçou algo fundamental dentro de mim. Há meses que minha vida resume-se a chorar quando ninguém está vendo e pensar no que poderia ter sido. Recentemente eu venho melhorando: saio com amigos, conheço gente nova, estou desenvolvendo uma cara-de-pau que eu não sabia que tinha... mas ainda me sinto com um buraco dentro do peito que eu tenho a impressão de que nunca vai fechar.

E tá tudo bem. A vida segue em frente. O sol ainda vai brilhar na cabeça de todo mundo amanhã independente de como eu me sinto. Eu sei que por mais que eu queira, o mundo não pode parar para eu sofrer. Eu ainda tenho que trabalhar. Ainda tenho que viver. Ser filho, irmão, amigo, funcionário, membro da sociedade. Eu sei que as pessoas próximo de mim tem os problemas delas e elas não tem tempo nem energia pra me escutar. Eu vou ter que superar isso sozinho, de alguma forma, em algum momento. Mas tá muito díficil. E é por isso que eu vim desabafar. Para chorar um pouco enquanto eu escrevo e sentir que tem alguém para compartilhar a dor que eu sinto na alma, mesmo que ninguém leia.

Ela vai voltar pro país em breve. Eu sei que ela não vai me procurar. Eu sei que ela não vai me ligar, ou me dar um oi. E mesmo que ela fosse fazer isso, do que adianta? Eu não tenho como manter amizade. Mesmo se fosse por um milagre tentar de novo, eu sei que ela só vai me machucar. Tem algo dentro de mim que tá fundamentalmente quebrado. Eu não sei se tem como trocar por um novo.

Eu posso não ser mais o namorado dela. Ela pode ter todos os defeitos que ela tem, e olha que não são poucos. Ela não é perfeita. Ela não é uma beldade extrema ou a única pessoa que pode me fazer feliz, mas ela é ela. E assim como eu gostava dela há quase uma década atrás e comecei a namorar com ela, eu ainda gosto dela. Eu nunca vou ver ela e não ver minha companheira, minha parceira, a pessoa com quem eu dividi incontáveis horas da minha vida, experiências e memórias que eu nunca vou conseguir apagar da cabeça. Eu posso parar de chorar um dia, mas eu nunca vou deixar de sentir por ela um carinho incrível. Eu nunca vou olhar pra ela e ver só uma pessoa aleatória.

Eu não sei como seguir em frente. Eu não sei como eu vou fazer para ter uma boa noite de sono de novo, para me concentrar no trabalho, curtir a vida. Eu não consigo ver outras mulheres de uma forma romântica por mais que eu tente. Eu não consigo deixar de sentir que um pedaço de mim foi embora. Eu quero, eu quero muito. Eu quero um dia acordar e não me sentir mal. Passar um dia todo sem pensar nela. Parar de ter uma semente de esperança dentro de mim e aceitar que o que eu queria pro futuro está morto, enterrado e com atestado de óbito escrito e assinado pelo legista.

Tá muito díficil, meu povo. Se você tem uma pessoa que você ama na vida, por favor cuidem dela. Às vezes a gente fica entediado, chateado e a vida deixa as coisas entrarem na mesmice. Não cometam este erro. Vivam, amem, sejam felizes como vocês puderem. Se coloquem em primeiro lugar e pelo amor da divindade que vocês escolherem amem, mas amem muito.

Tem gente que queria e não consegue mais.
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2019.01.29 22:38 guizocaa Gostaria de contar pra vocês a história do meu último namoro

Tudo começa em uma sexta em que eu combinei com um amigo da faculdade (ambos formados já) para fazer alguma coisa. Ele me diz que uns amigos dele haviam o chamado para fazer algo também se eu não gostaria de me juntar a eles. Na verdade eu não queria. Estava prestes a inventar uma desculpa pra não ir, mas acabei mudando de ideia por estar entediado em casa.
Chego lá antes e o encontro. Depois chega um outro amigo dele e, mais tarde, duas amigas. São duas irmãs. Ficam dois núcleos de conversa: o primeiro entre mim, meu amigo e a Rafa e o outro entre a irmã dela e a irmã. Eu a achei muito mala, além de que tivemos umas discussões mais incisivas para pessoas que haviam acabado de se conhecer.
Gostei dela.
Depois esse meu amigo me diz que elas gostavam de board games, então combinamos um tempo depois de jogar Catan na casa dele. Também me falou que elas são da igreja dele (Presbiteriana) e também moram no mesmo condomínio. No fim da noite da jogatina tive a oportunidade de pegar o whatsapp dela. A parte mais interessante é que elas tinham que ir embora porque era meia-noite, uma regra dos pais. O mais interessante ainda é que uma tem 31 anos e a outra 30.
Começo a falar com a Rafa e a chamo para sair. Recebo um belo 'não'. Ela diz que prefere ficar solteira e que eu não seria alguém que os pais dela aprovaria (Isso em junho do ano passado).
O ponto é que eu tenho 27 anos e fui criado em uma igreja Presbiteriana Independente, mas havia deixado de frequentar há muito tempo por algumas razões, sendo a principal dela a pouca fé (ou alguma fé).
Ao invés de seguir o jogo, ela demonstrou interesse na minha amizade e continuávamos nos falando constantemente. Ficamos bastante amigos.
Outro ponto relevante de levantar é que sou uma pessoa desleixada e preguiçosa e estava em um período ocioso, além de fora de forma. Apesar de formado em direito, eu nunca fui exercer porque no fim do curso eu já odiava e trabalhava na empresa do meu pai e do meu irmão de semijoias que ainda era nova (ainda é, mas crescemos bem).
Meu interesse por ela me incentivou a levar as coisas mais a sério. Voltei a treinar jiu jitsu, boxe e tomar um rumo da vida de vez. E fui crescendo enquanto ela foi se interessando mais por mim aos poucos. Mas a gente 'brigava' porque eu sempre queria mais que amizade e ela batia na tecla de ser solteira e dos pais e, quanto mais o tempo passava, mais os pais que eram citados mesmo. Já teve várias complicações no passado por namorados desaprovados.
Esse meu amigo vivia me chamando pra voltar pra igreja e acabei aceitando, sendo que ela também foi um incentivo. Acabei me dando bem por lá e isso me deixou feliz.
Teve o aniversário dela no fim de agosto e depois fomos para minha casa passar um tempo com uns amigos juntos. Entreguei o presente dela e foi a situação perfeita para o primeiro beijo nosso, mas acabou não rolando.
Na semana seguinte, combinei com o outro amigo que também conheci naquela sexta para ir ao culto de jovens no sábado. Duas horas antes ele disse que não podia ir. Comentei com ela que iria sozinho e ela acabou dizendo que ia comigo. Depois fomos comer comida japonesa (ela ama) e ali nos beijamos pela primeira vez .
Mas é claro que ainda tinha um problema: os pais. Na verdade, quando eu digo pais significa a mãe. O pai dela é meio indiferente, pois ele se importa mais em não ser incomodado. Aliás, ele é um pastor pentecostal. A mãe frequenta a Universal, é uma pessoa extremamente desequilibrada (óbvio que partindo de mim é uma posição bastante enviesada). Ultra controladora e briguenta. Os pontos que a Rafa citava que faria a mãe ser contra: eu não ter maturidade espiritual, a diferença de idade e a questão profissional, considerando que eu ainda estava retomando meu rumo.
Combinamos em uma segunda de eu ir jantar na casa dela e fui apresentado como um amigo que estava querendo a conhecer (mancada nossa ter mentido) e ela percebeu que já éramos mais que amigos, então as duas brigaram depois que fui embora (ainda dei um chocolate para a mulher).
Nós discutimos a situação e decidimos que tentaríamos ficar juntos. No domingo dia 23 de setembro, eu finalmente a pedi em namoro. Até comprei uma bonita aliança.
Como a mãe era contra, para fazer a Rafaela terminar comigo ela a proibiu de usar a máquina de lavar roupa da casa e as panelas, forçando-a a lavar nas mãos suas roupas e ter que se virar pra fazer comida.
Isso me fez pensar em terminar com ela, porque não queria que ela passasse por isso por minha causa. No sábado seguinte nós fomos ao shopping e depois comer comida japonesa no mesmo lugar.
Naquela semana, recebo mensagem no whatsapp do Pastor Joézer, que era da igreja em que eu fui criado. Óbvio que fiquei surpreso, mas sabia de alguma forma que a mãe tinha algo a ver com isso. Ele pergunta se pode me ligar, o que me estranhar mais ainda. Pois bem, ela achou o número dele e começou a falar de mim e que era contra o namoro, gritava no telefone. Não sei ao certo que ela queria com isso, se esperava descobrir algo ruim sobre mim. Ele só falou bem de mim e avisou que o comportamento dela era de alguém com uma patologia mesmo. Era uma pessoa doente.
No domingo, chamei-a para almoçar com minha família e ela aceitou. Chegando na escola dominical de manhã, ela me mandou uma mensagem dizendo que não ia poder ir mais. Sim, ela terminou comigo naquele dia. A pressão da mãe funcionou (ela ameaçou contar para os pastores da igreja coisas sobre os namoros passados dela).
Nunca senti tanto ódio na minha vida quanto eu senti por essa mulher. Duas semanas depois, por sentir muita falta um do outro, decidimos nos encontrar. Passamos uma tarde juntos e eu tinha um casamento de um amigo que não deu pra ela ir (ela é engenheira civil e dá aula à noite). Nós discutimos se voltaríamos ou não o namoro. Naquele sábado, combinamos de jogar Catan na casa daquele meu primeiro amigo e tenho a péssima ideia de nos encontrarmos uma hora antes pra passarmos um tempo juntos. Eu a encontro em uma rua perpendicular à rua do meu amigo que tem uma mesa e banquinho. Ela está muito tensa porque percebeu que a mãe suspeita de algo. Nós discutimos mas logo nos entendemos. Tempo depois, surge o carro da irmã na rua e a mãe no banco de passageiro. Ficamos nos encarando por segundos que pareciam horas. Ela manda a Rafa entrar no carro e começa a discutir comigo, dizendo que eu tornei a filha dela uma pessoa rebelde, que ela era obediente e que foi o diabo que me colocou na vida da filha dela. Logo gritava "PRESBITERIANO INDEPENDENTE NÃO ENTRA NA MINHA CASA! PRESBITERIANO INDEPENDENTE NÃO ENTRA NA MINHA CASA!" (já entro no ponto do motivo).
Depois daquele dia (foi um sábado acho que 13 de outubro), ela foi proibida de falar comigo ou seria expulsa de casa. No dia seguinte, a mãe tomou o celular dela e só devolveu na segunda porque ela usa pra trabalho.
Depois disso, foram tempos estranhos. Principalmente por frequentarmos a mesma igreja, termos os mesmos amigos lá e moramos 7min um do outro. E a irmã dela fica de olho se ela não fala comigo, além de me odiar por causas das brigas que aconteceram na casa em função do nosso namoro.
É uma situação muito estranha, ainda mais porque eu amava ela (ainda amo).
Existem muitas situações e detalhes que deixei de fora por questão de exposição e que este texto já ficou muito grande.
Ah, sobre os presbiterianos independente. Há uns 30 anos, o marido dela era pastor de uma presbiteriana independente. Ele passou para uma linha mais pentecostal e começou a pregar por lá questões que saiam da doutrina presbiteriana e isso dividiu a igreja. Inevitavelmente, ele foi convidado a se retirar. O ponto é que ele vivia na casa pastoral e, como não era mais pastor, teve que se retirar de lá também, mesmo tendo duas filhas pequenas (a rafa tinha um pouco mais de um ano e a outra era bebê). Isso criou um trauma neles que nunca se recuperaram. E onde que eu entro nessa história? Bom, havia várias pessoas da família do meu pai que frequentavam aquela igreja, sendo que um tio do meu pai era presbítero (pra quem não sabe, pense no presbítero como o poder legislativo da igreja e que o pai da rafa sofreu um impeachmeant). Esse tio é um baita traste, por sinal. Eu imagino o impacto que teve pra mãe da Rafa quando soube meu sobrenome.
Outro ponto que odeio é o fato de que ainda tinha que ouvir a música "dona Maria deixa eu namorar a sua filha..." (sim, a mãe tem Maria no primeiro nome).
Bom, quem sabe no dia em que ela se mudar. Por ora, não fazemos parte da vida um do outro. Ela sempre fica tensa quando me encontra por medo da irmã achar que está rolando algo. Domingo passado mesmo ela me cumprimentou e correu. É bem ruim achar que encontrou a pessoa que vai querer passar sua vida junto e esse tipo de coisa acontecer.
O certo era eu revisar esse texto mas cansei já.
Respondo (quase) qualquer pergunta sobre isso.
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2018.03.18 02:18 T3M3N3 Dependência vs Independência

Boa noite
Sou um jovem de 23 anos, e tenho tido dúvidas em relação às relações humanas que estabelecemos.
Por exemplo, em relação à minha família gosto muito de eles todos mas não sinto particularmente vontade de falar e estar com eles. Não sou capaz de descrever nem expressar esse amor por eles (já o fiz uma vez ou outra mas não consigo muitas das vezes.) Neste momento que estou quase a acabar o meu Mestrado só quero poder ter alguma independência, não porque não gosto deles mas quero o mais rapidamente tentar ser (ou pelo menos transparecer que eles já não precisam de gastar o seu dinheiro comigo). Eu sei que muita gente vai dizer que os pais nunca são ou pensam assim mas de vez em quando sinto-me um fardo para eles (mesmo sabendo que não é o caso e que eles se orgulham e gostam da minha presença)
Em relação aos amigos gosto muito deles mas nunca tive aquele amigo de peito. Aquela pessoa com quem trocamos infinitas mensagens, contamos a vida vivida nos presentes dias, apoiamo-nos,etc...Nunca tive isso. Os meus melhores amigos são temporários e transitam à medida que a minha vida segue. ( Tenho grandes amigos da minha escola primária) mas só falamos quando estamos juntos, o que acontece se calhar 15 vezes por ano. Os amigos da faculdade são porreiros mas acho que não tenho ninguém com quem me veja a manter contacto regular. Sim existem grupos de Facebook que vão mantendo a conversa fluida mas não sou eu que comenta e usa mais os recursos da plataforma. Mesmo por parte dos meus amigos sinto que também não exista grande vontade de partilhar coisas comigo e eu percebo isso. O facto de ser isolado, ser muitas vezes corrosivo, frontal e para além de mais ter ambições de vida diferentes possivelmente originam essa distância.
Namoradas, namorei com uma rapariga por um ano e meio e desenvolvi com essa pessoa muita coisa. Embora tenha vários defeitos sentia nela um sentimento de pertença, podia ir até ao fim do mundo com ela mesmo que não tivesse mais ninguém lá. Acabou e se calhar por ser a minha “primeira” relação fiquei com imensos dados colaterais neste capítulo (digamos que da maneira que acabamos senti que do dia para a a noite não conhecia mais a pessoa com quem tinha vivido). A partir daí fui conhecendo algumas pessoas. Tive a sorte de ter um ou outro one night stand. E em todos eles por razões diferentes, sei que a pessoa não quer ficar ou não pode ficar comigo. Eu sei que a nível de relações não sou uma pessoa fácil (sendo exigente comigo mesmo na maioria dos casos espero muito da outra pessoa também). Muita das vezes perco o encanto na pessoa por coisas banais mas que não transparecem na minha opinião, opinião própria e pensamento crítico em vez disso sinto muito o movimento de manada de que só o fazem para pertencer à sociedade ou de alguma maneira se sentirem inseridos. Ora neste ponto o meu grande problema é que quando durmo com outras mulheres muitas vezes mesmo que seja um one night stand, eu nunca as trato apenas como sexo. Temos conversas na minha ótica inteligentes, trocamos mimos e em alguns casos até nos apoiamos. Isso não estraga a nossa amizade. O grande problema é que aqui, mesmo eu não quero a pessoa para namorar e andar comigo a passear pelos parques e jardins, nos dias seguintes sinto um abandono (é temporário mas está lá), sinto que gostei de voltar a ter nem que seja por uma noite, uma boa companhia e algum que valorizo e pela qual lutaria. Depois vem a razão e eu percebo o porquê de não lutar. No entanto não sei se foi o facto de a minha anterior relação ter acabado mal que me deixa nesta insegurança e procura por companhia para o resto dos meus dias (visto que eu antes de namorar com ela não pensava assim.)
Neste momento a tese e das coisas que me faz ter mais metas e vontades pessoais. Este estado assusta-me, pois embora faça o máximo para tentar melhor todos os dias como ser humano e ser feliz, muitas vezes apetece-me desistir, abandonar a típica vida normal e viajar pelo mundo levando uma vida mais contida, regata, independente mas se calhar de maior realização pessoal, social e independente. Não me interpretem mal, eu adoro o meu curso mas muitas vezes a realidade de trabalho parece que me tornar noutro tipo de pessoa que não sou neste momento e não sei se quero ser. Como é óbvio isso muda muito o meu estado de espirito. Passo de pessoa super exigente e com fé numa vida melhor e recompensadora para uma pessoa desleixada que perdeu fé no sistema e na humanidade e que agora só quer viver para si. Posto isto gostaria de vos fazer algumas perguntas para quem se sentir ma vontade de as responder. (Já agora obrigado por lerem o “testamento”.)
Acham normal, que me preocupe mais com quem não quer estar na minha vida do que com pessoa que sempre estiveram lá para mim? Algum de vocês passou por situação idênticas (família e amigos)? Como superaram isso é conseguiram “quebrar” a vossa barreira interna para serem “banais” e integrados? Sendo eu um bocadinho fora da caixa, como fizeram para entrar no mercado de trabalho sem perderem esse vosso brilho pessoal? Vale mais abdicar de orgulho, motivações e maneira de ser em prol da socialização com a vossa cara metade? Caso algum que esteja aí nesse cenário é assim tão mau estar sozinho no mundo? Ou simplesmente passamos a viver só para nós? É possível estando sozinho e sendo o Homem, um animal social, viver sozinho sem problemas de depressão? O que vos faz correr nesses casos?
Muito obrigado a quem quiser deixar uma opinião, testemunho ou depoimento
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2017.07.23 15:08 kef1rBR Será que eu termino?

Olá amigos! Estou numa dúvida cruel, e também pode ser paranoia minha. Vou explicar da melhor forma possível.
Estou num relacionamento sério há 4 anos, beirando os 5. Nossos planos são de ir ao matrimônio, mas eu ainda tenho algumas incertezas que surgiram a pouco tempo.
No final do ano passado o irmão da minha namorada faleceu em um acidente de carro. Ela, naturalmente foi para a cidade onde o irmão dela morava e que o pai dela mora também. (nós dois moramos em SC mas não juntos, o pai e irmão dela moram no RS). Nós morávamos nessa cidade e começamos a namorar lá mesmo e depois nos mudamos pra SC pra cursar faculdade e tal. Acredito que nossos únicos amigos são dessa cidade, enfim.
Eu fui pra lá uns 2 dias depois porque não tinha realmente como ir devido ao trabalho e ela entendeu isso, ela sabe que eu sou independente e que pago todas as minhas contas sem ajuda.
Ela ficou mal e nesse período de luto ela pensou muito sobre a vida. Acho que quando acontece uma fatalidade na família as pessoas param e pensam sobre o que andam fazendo de suas vidas e sempre acham que poderiam estar melhores se fizessem tal coisa. Pra metade de janeiro ela começou a querer ir em festa, boatezinha. Até aí tudo bem pois ela iria com os primos(as) e por mim tava de boa. Só que nessa ocasião em especial, um amigo dos primos(as) dela foi junto com eles pra essa festa, e até onde eu sei durante a festa não aconteceu nada de mais, ela só tava se distraindo. MAS, quando estavam pensando em ir embora ela foi no carro desse amigo pra casa (SÓ OS DOIS), ela nem conhecia o cara direito e já pegou carona pra casa. Quando chegaram na porta da casa dela, o cara tentou ficar com ela e ao que tudo indica ela não ficou com ele, MAS... MAS trocaram whatsapp e se adicionaram no facebook e instagram.
E é aí que começo a duvidar das coisas e a questionar o que antes pra mim não tinha segredo nenhum que era a nossa relação. No dia seguinte a esse acontecimento, já que eu sabia sobre a ida dela a uma festa, decido, logo que acordo, bisbilhotar o facebook dela. ELA. ELA adicionou o cara. Foi ELA que mandou o convite de amizade. Até então não sabia o que relatei mais acima, pois estava na minha cidade saindo pro trabalho, mas achei estranho ela simplesmente adicionar alguém do nada, logo após ir pra uma festa. Na hora imaginei que foi besteira minha ou sei lá, mas aquilo ficou na minha cabeça.
Eu já tava ficando louco com essa história, primeiro ela saí pra uma festa, aí adiciona um maluco do nada em três redes sociais (mas até então eu só sabia de duas). Fui pra casa do meu sogro nesse mesmo dia, após o trabalho. Durante a viagem a minha namorada postou uma foto antes de ir pra festa no instagram e o cara abriu uma conversa com ela pelo instagram com aquele emoji de "cara de safado". Eu só consegui ver essa conversa porque o instagram dela tava logado também no meu celular e apitou pra mim a conversa.
Não lembro o que falei com ela, mas printei e enviei pra ela PUTO da vida. E isso eu tava no ônibus indo visitar ela, também não lembro como ela contornou essa situação.
Chegando lá eu consigo pegar o celular dela e vejo que eles conversaram um pouco. Lendo a conversa eu logo deduzi que era aquele papo de macho que tenta chegar em mulher pelo whats mas ela não dá muita bola. Porém, só pelo fato dela responder eu já tava ficando "cabreiro". Na noite em que estou lá, ela teve que deixar o celular dela carregando no quarto em que eu estou dormindo (não dormimos juntos na casa do pai dela por causa da irmã menor). Deixei passar algumas horas... mentira, minutos... e peguei o celular pra olhar. Abro o SnapChat e vejo que ele é um dos que ela mais conversa e manda direct (foto etc). Senhores, foi nessa hora que percebi em como sei controlar uma explosão de raiva e sentimentos de tristeza e agir naturalmente. Só não lembro como consegui dormir aquela noite. Não deixei transparecer nada, queria ver até onde isso iria. Se ela viria me contar alguma coisa, na verdade não sei o que eu estava esperando.
Enquanto estávamos na casa do meu sogro, fomos até a minha vó para almoçar, onde minha mãe estava passeando. Meus primos do MS estavam por ali também. Ela senta do meu lado na roda de conversa e vez e outra pega o celular, eu percebo que ela tenta não deixar a tela do celular entrar na minha linha de visão, parecia que ela não queria que eu visse com quem ela estava conversando. Logo após o almoço, sentados na sala ela vai ao banheiro e eu vejo a notificação de mensagem do celular dela (não sei como ela deixou o celular no sofá, porque ultimamente ela tava levando pra todos os lados e isso não era costumeiro dela). Por ser um android, eu só puxei a barrinha das notificações e consegui ler um trecho da conversa, eles estavam tendo um papo cabeça aparentemente, mas não sei bem do que se tratava e não posso garantir que era o que eu pensava pois o SnapChat não grava as conversas e tal. Eu continuei com o pensamento em Sun-Tzu: “Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar”. Por que até então eu não tinha nada concreto pra chamar pra uma conversa e tal, e eu queria algo irrefutável.
Lembro de no dia em que eu estava indo embora eu perguntei pra ela como quem não quer nada: - Amor, tu tem algo pra me falar? Ela me olha com aqueles olhos verde-azulados e responde: - Não amor.
(teve mais algumas linhas de diálogo mas o final vai ser o mesmo)
Já em SC, com o whats dela no meu notebook vejo que ela comentou com uma amiga dela (uma que chamava ela pra ir nas festas) sobre esse cara, e carinhosamente estavam chamando ele de "gui". Se alguém já passou por algo assim, só de ler uma barbaridade dessas sente um bolo de sentimentos incômodos. Teve mais alguns acontecimentos que me deixaram muito triste em relação a isso, mas não vou citar por que tá ficando muito extenso (se alguém pedir eu edito e acrescento).
Eis que ela volta pra minha cidade e finalmente vou poder conversar com ela sobre isso, mas tive que esperar mais alguns dias por que o pai dela veio junto pra passar uns dias na minha casa, litoral. Eu peguei o celular dela e vi que eles ainda se falavam, mas só pelo SnapChat, onde não tem histórico de conversa e a única coisa que aparece são os "favoritos" ou sei lá como diabos isso se chama nesse app.
Um dia, solto pra ela que tenho uma coisa muito séria pra conversar(eu não tava mais aguentando) Ela fica ressabiada, por que eu não deixei transparecer sobre o que era, mas acredito que ela imaginou porque aquela conversa que eu cito que peguei no whats ela apaga, as coisas do instagram que ela acha que eu não tenho a senha, porque depois do print que enviei pra ela da carinha de safado, ela mudou a senha. (não vou explicar como consegui a senha) Ou seja, todas as coisas que poderiam ser usadas contra, ela apaga e dá um sumiço.
Ela tenta todo dia me persuadir a conversar com ela e eu sempre digo: "Espera teu pai ir embora, aí conversamos."
Estamos na casa do primo dela que mora em SC, não lembro o motivo mas eu tava muito cansado naquele dia e me oferecem uma cama pra eu dar uma relaxada, obviamente vou lá e ela vem atrás logo depois de eu deitar. Aí ela pede pra mim novamente o que eu quero conversar com ela e eu jogo a merda no ventilador.
Só digo que um amigo me disse que viu ela entrando no carro desse cara. Até aí ela imaginou que era bobagem minha e que eu não saberia de muito mais coisas. Insisti perguntando no que aconteceu durante a viagem deles até a casa dela e fico questionando o porque de entrar no carro do cara sozinha sem nem conhecer direito. Ela tenta me dizer que conhece ele (talvez de vista pode ser que conhece mesmo, mas conhecer de se falar jamais). Resumindo a conversa: Ela tentou negar tudo, mas eu insisti e ela acabou admitindo e tal, pediu perdão e etc etc, disse que tava abalada com o falecimento do irmão dela e que tava tudo muito confuso, que me amava e tal. Excluiu o SnapChat e não falava com ele.
Mas, hoje acordei e como ela tá de férias na casa do pai dela eu fiquei meio "assim". Por que quando ela vai pra lá, ela quase não conversa e responde pouco. Olhei o instagram dela, e ela tinha comentado uma "historie" dele, só com três emoji "TOP TOP TOP".
Cara, fiquei cabreiro! ainda mais que ela excluiu e do nada veio falar comigo mais do que três linhas de diálogo no whats ou três palavras, toda amorosa... coisa que ela não tava a viagem toda (ela pega o busão de volta hoje).
Segue whats:
ELA: Sim ELA: Ta bom então kk ELA: Tudo bem amor? Eu: hmm tudo Eu: tá tentando me esconder algo? ELA: Não ELA: Porqe? Eu: não sei, do nada tu tá amorosa ELA: Meu Deus amor

Eu: até ontem nem falava direito

Agora com tudo explicado, tenho que explicar uma outra coisa. O meu problema não é dela ficar de papinho com alguém e tal, não sou do tipo possessivo, tanto que antes não me importava dela sair, pq eu conseguia confiar piamente nela. O que realmente me incomoda é o fato de ela saber que eu não gosto do cara, saber que isso me deixa triste e que já foi motivo de quase terminarmos e ficar dando trela. Saca? O que eu interpreto dessa atitude dela de falar com ele é que ela quer dizer "Ei eu tô namorando mas eu tô aqui! Não esquece de mim!" Outra coisa é ano que vem, uma das possibilidades dela é ir pro RS, na casa do pai dela. E não sei, mas ela não demonstra muito que quer morar junto comigo nesse momento. Acho que eu tô mais pensando como casal e ela tá mais na dela, querendo conquistar as coisas dela. Não tiro esse direito, mas se ela for pro RS mesmo eu não vou querer ficar num relacionamento a distância, ainda mais que ela fica dando trela pra um cara que quer ficar com ela. Eu não tenho como ir pro RS junto porque tenho um contrato de aluguel aqui, e lá na nossa cidade não tem muita perspectiva... ir pra lá seria um retrocesso.
Também não gosto de sentir isso. Tá acabando comigo, tô fazendo coisa que eu nunca fiz de largar indiretinha no whats, coisa de criança.
Ficou extenso, mas eu precisava. Obrigado.
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